"O empreendedor satisfaz a um número de funções que podem ser resumidas em inovação, gerenciamento, coordenação e risco."
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Como a Copa movimenta a economia PDF Imprimir E-mail
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Qua, 09 de Junho de 2010 20:01

A Copa começa oficialmente para os brasileiros na próxima terça-feira (15), quando a Seleção de Dunga enfrenta a Coreia do Norte. Mas, para a economia, o movimento começou cedo e, obviamente, deve se intensificar ao longo do torneio. A paixão nacional por futebol tem aumentado consideravelmente o faturamento de alguns segmentos, como o de TVs e a indústria gráfica. Com o início do evento, outros setores devem sentir o efeito do sentimento verde e amarelo que toma conta do país, como os bares e restaurantes.


"A Copa do Mundo na indústria gráfica movimento essencialmente o segmento de produtos promocionais, que envolve materiais licenciados, encartes, tabelas dos jogos, álbuns de figurinhas, publicações especiais, folheto diversos etc.", afirma Fábio Arruda Mortara, presidente da seção paulista da Abigraf - Associação Brasileira da Indústria Gráfica. O segmento de artigos promocionais, que é um dos primeiros beneficiários do efeito Copa – já que tem de deixar tudo pronto para quando o evento começar – prevê um crescimento de 10% a 15%, que deve representar um aumento de cerca de 2% no faturamento de toda a indústria gráfica. "Em termos de valores, essa expansão representa para a indústria gráfica algo em torno de 200 milhões de reais", afirma Mortara.


Já para o mercado de TVs no Brasil, não poderia haver oportunidade melhor que a Copa do Mundo. Exemplo disso, é que algumas fabricantes agendaram o lançamento de novos produtos para períodos próximos à Copa. A LG e a Samsung, por exemplo, anunciaram o lançamento de seus aparelhos 3D para uma data entre o fim de maio e o início deste mês de junho, antes da Copa.


Segundo um levantamento do Instituto Fecomércio, divulgado pelo Correio Braziliense, os aparelhos de TV devem ser o segundo artigo mais vendido nesse período de Copa, ficando atrás, apenas, das camisas da Seleção Brasileira.


Bares, restaurantes e emprego temporário


O presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes – Abrasel, Paulo Solmucci Júnior, afirma que o movimento no setor deve ser outro beneficiado pela Copa, com um aumento em cerca de 30%, na comparação com o mesmo período do ano passado, e lembra que nos estabelecimentos cujo fluxo é menor, o crescimento pode ser de até 50%.


A alta na demanda deve levar 1/3 dos bares e restaurantes a aumentar em 20% o número de funcionários no período da Copa, segundo Solmucci. Em todo o país, a previsão é de que sejam criados 400 mil postos de emprego temporário, dos quais, segundo o presidente da Abrasel, boa parte poderia se tornar efetiva. "É uma pena que o Brasil tenha uma legislação trabalhista tão ultrapassada. Com isso, infelizmente, esses trabalhadores acabam não sendo aproveitados logo após os jogos terminarem. Se o trabalho de horistas tivesse uma regulamentação mais clara, certamente esses profissionais teriam postos de trabalho garantidos", afirma Solmucci.


Portal:http://www.administradores.com.br/informe-se/economia-e-financas/como-a-copa-movimenta-a-economia/34294/